Minha cidade encantada, cidade menina,
entre terras divinas e verdes colinas...
Discreta e formosa, sempre foi toda prosa,
que encantou os meus dias...
Cidade encantada, às margens do rio,
tranqüilo ou bravio, que pede socorro...
Que já tem poucas lágrimas, no secar de suas águas
que vem lá do morro...
Princesinha cidade, das altas mangueiras,
das luas fiandeiras de sonhos e brilhos.
Do manto estrelado a adornar sua história,
louvada a memória na voz de seus filhos...
Cidade encantada, em que o peso dos fardos
a pena dos bardos transforma em poesia.
São tantos os versos, que vejo um garimpo
e as graças do Olímpio na sua magia...
Cidade encantada - cenário de artistas,
amiga de amigos, amiga da gente.
Cidade em que a tarde debruça na ponte
e o Sol no horizonte colore o poente...
Cidade encantada - aurora bordada no céu maranhense.
E ainda que ausentes... seus filhos felizes
mantêm as raízes no chão fidelense...
Cidade encantada que tem revoada
sombreando a fachada da Igreja Matriz.
Cidade em que o povo não foge à batalha,
que luta... trabalha... e cumpre o que diz...
Menina mulher que apaixonada, canta o seu tema,
que expõe o poema e revela o seu rosto.
Cidade encantada, são tantas saudades,
que nas “Brevidades” eu sinto o seu gosto!
Ligia Luiza