Por, Neto Paiva
Como todos habitantes colinenses sabem, os meses de setembro e outubro, são os mais quentes do ano, em razão das inúmeras queimadas na zona urbana, bem como na zona rural. São queimadas de roças de cunho intencional, dada a necessidade da agricultura de subsistência. Outras são feitas por caçadores ou pessoas maldosas, que acreditam que queimando as folhagens secas, o pasto natural se renovará, fruto de ilusão e falta de conhecimento. Danos ambientais e materiais a terceiros são conseqüências da falta de um planejamento adequado.
“Os homens da roça” acreditam que o fogo só queima bem a roça, se for no “pino do meia dia”, como eles dizem, horário mais quente do dia em que o vento carrega pequenas brasas à distâncias. O correto é esperar o sol baixar e por volta das 16 ou 17 horas quando o vento fica reduzido e a umidade do ar continua baixa. Assim torna-se possível fazer uma queimada com possibilidade de menos prejuízo. Neste sentido, funcionários da Delegacia agiram nas proximidades do Bairro Piquete.
Contudo, existe um diferencial forte nesse aquecimento anual. Segundo especialistas, em média de três em três anos as queimadas são maiores, conseqüentemente os danos são quase inevitáveis, acontecendo em forma de ciclo.
Observando isso, verificou-se que em 2007 houve nesta cidade um super aquecimento, com umidade relativa do ar inferior a 20%. Grandes queimadas ocorreram naquele ano ocorrendo casos graves como o incêndio de casas no Bairro Guanabara e na chácara do empresário Ebelgasto. Este ano de 2010, a média de temperatura foi igual à de 2007 e grandes queimadas aconteceram neste município, pois, várias pessoas procuraram a Delegacia de Policia local para registrarem ocorrências policiais sobre incêndio como uma forma de se precaverem das multas pesadas do IBAMA (cujas queimadas são detectadas pelo satélite), e também como forma de processar os culpados quando são identificados pelo dano.
O IBAMA deveria também criar brigadas de incêndio temporárias, a partir de contratações de pessoas das regiões. Além disso, mais campanhas de televisão deveria ser feitas no sentido de orientar as pessoas.
Algumas pessoas tiveram prejuízos altos este ano, por exemplo, o empresário e agrônomo Jaldo Henrique Pereira foi vitima de pessoas displicentes que atearam fogo em pequenos pedaços de lavouras e não tiveram como controlar o fogo, que passou para a propriedade de Jaldo, queimando 130 hectares de pastagens, cercas e arame. Um prejuízo avaliado em 200 (duzentos) mil reais. Já o empresário e agrônomo Walter Pereira (irmão de Jaldo), passou pela mesma situação do irmão. No entanto, os danos foram maiores uma vez que o fogo queimou 500 hectares de pastagens, cerca e arame, gerando um prejuízo avaliado em 1(um) milhão de reais.
O Código Penal em seu art. 250 estabelece penas para esses tipos de crimes, mas não são severas e sequer cabem prisão.